
Já dizia o ditado, "nada é tão simples que uma mulher não possa complicar". Acho antes que é "nada é tão complicado que uma mulher não possa complicar ainda mais".
Na nossa vida privada, tudo bem. Quem se farta de estar bem, ou seja, quem se casa, sabe no que se vai meter e sofre porque quer. O problema é que todos sofremos com algo bem mais grave, que não escolhemos, mas que temos que gramar.
Mulheres que são nossas chefes.
Complicam tudo. Zangam-se connosco, umas com as outras, com elas mesmas, com a vizinha do lado, com o canário. Nunca nada está suficientemente bem. Muito menos está completo. Encontram imperfeições na perfeição só para a deixarem imperfeita. E porquê?
Porque se têm que meter em tudo!
Têm que deixar a opinião, têm que deixar a sua marca, têm que mostrar que são melhores que as outras (e outros), têm que se afirmar e mostrar que têm alguma espécie de poder, que têm controlo sobre as coisas.
Um homem chefe quer resultados. Ponto. Mais nada. Não quer saber se fiz desta ou daquela maneira, não quer saber se ficou tudo como ele disse, nada: quer o resultado.
Uma chefa não quer saber do resultado. Se tiver dado, óptimo. Senão, não interessa: tem é que ter sido feito EXACTAMENTE como ela disse. Se o resultado aparece, o mérito é DELA, porque "controlou" tudo e nós fomos bons instrumentos; Se não tiver resultado, a culpa é NOSSA, pois não fizemos (mesmo que tenhamos feito) exactamente como nos disse. E se tentamos modificar o método, mas obtemos bom resultado, não interessa: está mal. Entenderam? Pois eu também não.
Depois dizem que há poucas mulheres em cargos de chefia. Imaginem porquê. Ninguém as aguenta. Nem elas.




