domingo, 30 de janeiro de 2011

Portáteis




Um experiência fascinante, ou frustrante, é a de ajudar uma mulher a escolher um aparelho como telemóvel, computador, carro, etc. Senão vejamos: dois homens a conversar sobre a compra de um portátil dirão algo deste tipo.

- Preciso de ajuda. Tenho que comprar um portátil e não sei que escolha.
- Olha, os novos Tobishas trazem uma NVIdradeon GTX-TDI-GT com 1 giga de ram, disco de um tera a 7200 RPMs, oito gigas de ram, Gravador de Blu-ray e ecrã de 17' wide com 3d. Muito bons para jogos.
- Por quanto?
- Uns 900 euros ou assim. Por 600 compras um parecido mas sem o 3d e com menos quatro gigas de ram.
- É mesmo esse!

E no dia a seguir compra o portátil. Nós, homens, queremos que um aparelho seja funcional, bom, barato. O que nós homens não sabemos é que toda a conversa anterior é chinês para a maioria das mulheres. A conversa com um dos seres venusianos será algo deste tipo:

- Amor, preciso de ajuda! Quero comprar um portátil, mas não sei que escolha!
- Olha, os novos Tobishas trazem uma NVIdradeon GTX-TDI-GT com 1 giga de ram, disco de um tera a 7200 RPMs, oito gigas de ram, Gravador de Blu-ray e ecrã de 17' wide com 3d. Muito bons para jogos.
- Ah, eu não ligo a essas coisas. Quero uma coisa simples, que dê para o office e ir à net, mais nada.
- Se é para isso, há uns netbooks jeitosos da Azuz, por 300 euritos, boa bateria e tudo.
- Talvez...

E é nesta parte que vem a questão, a grande questão, a que é fundamental para a mulher mas que homem algum no mundo alguma vez se lembraria de perguntar acerca de um portáti:

- E é giro?

Giro? GIRO? Que raio, quero lá saber se o PC é preto, cinzento, se tem bolinhas e outras mariquices, quero é uma coisa boa e que funcione bem! Mas não, tem que ser "giro"!

Já na loja, vendo o PC em questão, a mulher decide não o comprar.

- É feio. Quero um como o da minha amiga, é muito mais giro, tem luzinhas atrás!

Ou seja, um MAC. Uma moça, que só quer um portátil para escrever no word e ir ao Farmville decide dar 1.800 euros por um Mac. Porque "é giro!"

Este caso é meio extremo, mas há também os casos das que compram portáteis normais por preços normais sem terem a mais remota ou pálida ideia do que estão a comprar. Desde que seja "giro". Assim há hoje um negócio, muito bem aproveitado pelos fabricantes, de telemóveis, portáteis, carros, "giros". Direccionados a mulheres. Mesmo que não tenham 100 euros em componentes lá dentro, custam o dobro dos feiosos, mas bons, direccionados aos seres de Marte. Mas as venusianas querem coisas GIRAS!

Um homem compra um pc novo. Um amigo dirá algo do género:

- Ena, pc novo! Que tem isso?
- Uma NVIdradeon GTX-TDI-GT com 1 giga de ram, disco de um tera a 7200 RPMs, oito gigas de ram, Gravador de Blu-ray e ecrã de 17' wide com 3d. Corre o Crysis 3 a 72 FPS com tudo no máximo, AA a 16x, anisotrópico, com o 3d esterioscópico ligado!
- Ena, granda bomba! Tenho que comprar uma coisa dessas!

Por 900 euros. Vejamos a conversa do Mac de 1.800 comprado pela venusiana:

- Olá! Compraste um pc novo?
- Sim! Que achas dele?
- É tão giro! Também quero um!

Ninguém aguenta!!!

Descriminação positiva




Aí há tempos, reparei em algo que me chocou: há cotas mínimas no número de mulheres que devem integrar uma lista para uma câmara, parlamento, etc. Chamam-lhe descriminação positiva.

As feministas defendem acerrimamente medidas como esta. "Devemos promover a participação das mulheres na vida política do país!" E vá de obrigar partidos e afins a meter mulheres nas listas.

Agora pergunto, a nossa constituição não diz que homens, mulheres, de qualquer raça ou crença, são iguais? Mas elas QUEREM ser descriminadas "positivamente". Descriminar é descriminar.

Quem se está a descriminar e estigmatizar são elas próprias, as feministas doentes e ferrenhas. Felizmente, no nosso país qualquer pessoa é reconhecida pelo seu mérito, valor, profissionalismo. Como homem, quero mulheres na política, mas quero que sejam pessoas competentes e com valor, não pessoas que "têm que lá estar para fazer os 33% de mulheres na lista".

Senhoras feministas: se querem defender os direitos da mulher, passem a fazer uma coisa primeiro. Não se inferiorizem. Não se julguem inferiores nem descriminadas pela terrível sociedade masculina. Não o são. Não no século XXI, não no nosso país. Notabilizem-se por serem melhores, ganhem lugares na política por merecerem, não peçam para entrar de favor, que é o que fazem, pois apenas estão a desacreditar as que lá chegaram por mérito.

Tenho dito!

Restaurantes - Parte dois



No capítulo anterior contou-se o penoso processo de escolha e ida a um restaurante. Mas os problemas mal começaram. Novamente, convém fazer o paralelo entre um jantar de amigos numa tasca e um jantar com a respectiva no restaurante mais caro que encontrámos.

Jantar de homens.

- Então Manel, que há que se coma hoje?
- Leitão assado, secretos de porco preto, febras, sandes de torresmos, carapaus fritos e feijoada de polvo.
- Traz aí um prato de feijão, uma dose de leitão e uma de secretos.
- E para beber?
- Traz um jarro de tinto. O da casa é bom?
- Bebe-se bem. Querem provar antes?
- Deixa, traz o jarro que a gente prova o jarro todo e logo te diz!

A comida demora cinco minutos a chegar. Sobra metade porque as doses são muito grandes. Bebem dois jarros de vinho cada um. O benfica ganha por quatro a zero. Festejam os golos todos, gozam com um velho do Sporting, pagam-lhe um copo no fim, ficam amigos para o resto da vida. Conta: quinze euros. Vejamos agora o jantar romântico:

- O criado nunca mais cá vem... Já estamos sentados há meia hora, passa por nós, e nada. Querido, chama-o!
- Pssst! Se faz favor!

Dez minutos depois, lá vem com as entradas, mas sem a ementa. Outros dez minutos volvidos, vem a ementa.

- Ai, não me apetece nada disto. Na última vez que cá viemos tinham aquele arroz de tamboril, não terão hoje também?
- Não, era prato do dia. Pede outra coisa.
- E tu, já escolheste?
- Já. Quero bife à casa.
- É bom?
- É. E tu, que queres?
- Se não há o tamboril, peço o bacalhau com natas.
- Olha que esse não é grande coisa.
- Ah, mas apetece-me.

Pedem. Meia hora depois chegam as doses. O bacalhau tem espinhas e pelo menos dois dias de estar feito. Parece até daquele congelado, pré-feito, do Continente. A dose é tão grande que dificilmente mataria a fome a uma criança de seis anos.

- E para beber?
- Traga aí um jarro de vinho da casa, se faz favor.
- Desse não gosto, querido. Pede qualquer coisa boa!

E vai dizendo que não gosta até escolher uma coisa qualquer de reserva que sabe ao mesmo que os outros mas custa vinte euros.

- Não gosto do bacalhau. Queres trocar?
- Mas eu também não gosto! Pedi o bife porque queria bife!
- Vá, tu também gostas deste, troca comigo...

Trocam os pratos. Ficam com fome na mesma, pois as doses são pequenas.

- E sobremesa?
- Traga-me aí uma mousse de chocolate. Querida, que queres?
- Ah eu não quero nada, isso depois engorda. Como um bocadinho da tua.

Chega a mousse.

- Deixa-me provar a tua mousse...
- Prova lá. É boa.

Ela prova a mousse dezassete vezes, até já não haver. O homem comeu a primeira colherada. Pedem a conta, o homem paga sessenta euros, vão para casa, e ela comenta:

- O MEU bife estava bom, mas o bacalhau nem por isso. Já a TUA mousse era divinal. Mas escolhe outro sítio para a próxima... Este não era grande coisa. Sempre que TU escolhes o sítio escapamos mal.

Ninguém aguenta!!!

Restaurantes - Parte um



Um dos momentos de maior frustração na vida de um homem, que inclusivamente o pode levar à loucura ou algo pior, é o de levar a namorada/mulher a um restaurante. Algo que parece tão simples de fazer com um grupo de amigos torna-se uma tarefa hercúlea para fazer com uma mulher. Senão vejamos:

Com o grupo de amigos:

- Então, onde se janta?
- Vamos à tasca do Manel da Esquina. Comemos que nem alarves e dá bem para ver a bola.
- E é barato. Está combinado. A bola é às sete?
- Às oito. Mas vamos antes para apanhar uma mesa boa.

E às sete e meia lá estão a comer. Agora imaginemos a mesma situação, exactamente igual, mas com a respectiva:

- Olá amor, queres ir jantar fora?
- Ah sim querido, já não vamos há muito tempo. E onde vamos?
- Podiamos ir ao Manel da Esquina, lá a comida é boa.
- Achas? Quero ir a um sítio bom!
- Então escolhe tu.
- Não, escolhe tu! A ideia foi tua.
- Então que tal ir comer pizza?
- Ai, não! Escolhe outra coisa!
- À churrasqueira? Comer um frango?
- Também não me apetece.

(este diálogo dura uns bons dez minutos até o homem dizer o restaurante que ela queria desde o início, mas que não disse porque queria poder dizer mais tarde que foi o homem a escolher)

- Mas temos que ir cedo, senão não há mesa. Às oito em ponto, sim?
- Claro, querido! Às oito estou pronta.

(Às sete e cinquenta o homem chega para buscar a mulher)

- Então, vamos?
- Dá-me só cinco minutos, estou quase pronta!

(Às oito e meia ela está pronta e saiem de casa)

- Sabes, afinal não me apetece ir ao que escolheste...
- Então afinal queres ir onde?
- Não sei... Escolhe outro!
- ... Escolhe lá tu um!
- Não, tu é que tens que escolher!

(O homem escolhe o restaurante mais caro da zona. Chegam lá às nove.)

- Isto está tão cheio... Porque é que escolheste este? Agora temos que esperar que fique mesa livre.

Às dez começam a comer. A culpa será invariavelmente do homem, porque ELE É QUE ESCOLHEU O RAIO DO RESTAURANTE!!!

Ninguém aguenta!!!

Introdução




Já todos(as) os(as) leitores(as), com certeza, se questionaram sobre o que vai da cabeça daquela(e) gaja(o) quando faz certas coisas. E por mais que se questione, tente entender, leia sobre o assinto, veja filmes, pergunte à mãe, ao pai, à vizinha, ao taberneiro, não entende. NUNCA. Dizem que somos de planetas diferentes. Marte e Vénus. Acho que mesmo isso ainda é perto. Que falha? A língua? Não. A espécie animal? Não. A educação, cultura, sabedoria? Não. Explicações? Não tenho. Há uns anos, no Japão, abriu um curso numa universidade, acho, e o nome do curso seria traduzido como algo "psicologia feminina" ou "como entender as mulheres". Houve milhares de candidatos. O curso não abriu porque ninguém, nem as mulheres, se entendiam, e não houve professores para o curso.

Nós, homens, entendemo-nos bem. Elas às vezes dizem "ah e tal, são complicados como tudo". Nada disso. Para ser feliz, um homem precisa de:

1 - Desporto (Futebol de preferência)
2 - Carros/Motos/Telemóveis/Computadores (ou seja, aparelhos que façam coisas)
3 - Cerveja/Vinho/Whisky

Infelizmente, precisa do número 4: Mulheres. E a vida era tão mais simples se não fosse este número 4...

Qualquer semelhança entre as mensagens aqui deixadas e a realidade não é mera coincidência, visto que há aqui situações que acontecem todos os dias a toda a gente. Não a mim, não ao Manel da Esquina, não ao Sócrates, mas sim a todos os que têm a felicidade de ter um ser de outro planeta, Marte ou Vénus, com quem partilhar a sua vida, mas que acham sempre que ninguém mais pode aguentar!